quinta-feira, 27 de junho de 2013

A história da música “Enquanto engomo a calça”, de Ednardo.


A música “Enquanto engomo a calça”, do cantor e compositor cearense Ednardo, em parceria com o piauiense Climério, é mais uma dessas obras que foram inspiradas em fatos banais do cotidiano dos seus autores. Sempre me perguntei de onde o cearense tirara a ideia para contar sua “história bem curtinha, fácil de cantar” e o pior, enquanto engomava as calças – engomar, no nordeste, é passar a roupa a ferro.


Quem nos socorreu foi o próprio artista, em uma entrevista ao jornalista Francisco Pinheiro, no programa Sarau, em homenagem aos quarenta anos de carreira do cantor. O autor de “Pavão Misterioso” contou que na década de setenta, em companhia dos seus amigos, os compositores Dominguinhos e Climério, lançaram-se a um desafio: qual dos três faria mais músicas em um espaço de um mês.

Não sabemos quem foi o vencedor da aposta - Ednardo, talvez por elegância ou por esquecimento, afirma que o resultado foi um improvável empate, mas lembra de que, encerrado o desafio, resolveu convidar os dois amigos para tomar uma “cervejinha” na praia. Antes de sair, sua companheira percebeu que a calça do cantor estava muito amassada e comentou: “Ednardo, tua calça está muito amassada, me deixe engomá-la”.

O cearense declarou que aproveitou mote e convidou Climério para compor uma música comentando: ”Climério, não repare não, mas enquanto ela engoma a calça vamos fazer mais uma música”. Foi instantâneo, correram para o violão e compuseram, em poucos minutos, um dos seus grandes sucessos. Depois foram para seu programa praiano, sem calça amarrotada e com mais uma composição no seu brilhante acervo.

Ouça a música gravada pelo próprio autor em 1979.


Letra:
Arrepare não, mas enquanto engoma a calça eu vou lhe contar
Uma história bem curtinha fácil de cantar

Porque cantar parece com não morrer
É igual a não se esquecer (2x)
Que a vida é que tem razão

Esse voar maneiro foi ninguém que me ensinou não foi passarinho
foi olhar do meu amor me arrepiou todinho e me eletrizou assim
quando olhou meu coração (2x)

(Repete refrão)

Ai, mais como é triste
essa nossa vida de artista
Depois de perder Vilma prá São Paulo
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