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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Lançada mais uma edição da Revista Singular.

Saiu mais uma edição da prestigiada Revista Singular. Como sempre, recheada de matérias interessantes em vários segmentos do jornalismo. Destaque para uma entrevista concedida por Carlos Drummond de Andrade ao jornalista cearense Edmilson Caminha, em 1984. O jornalista Eliezer Rodrigues, editor da revista, chama a atenção também para uma matéria sobre Thomaz Pompeu Gomes de Matos que há 70 anos entrou para a história da imprensa no Ceará, ao registrar flagrantes de um quebra-quebra, no Centro de Fortaleza.

                                                Baderna em Fortaleza, em 1942. Tomaz Pompeu fotografou tudo

Participo mais uma vez com um artigo sobre a criação da música Revelação, composição dos irmãos piauienses Clodo e Clésio. A música que lançou Fagner para o grande público tem uma interessante história na sua gênese.

A revista foi realizada tanto na versão impressa como na virtual. Confira a versão eletrônica no site da revista (aqui) Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 24 de junho de 2012

Arraiá da Confraria do Bigode. Homenagem ao Rei do Baião.



E por falar em Luiz Gonzaga, a Confraria do Bigode, localizada na Cidade 2.000, em Fortaleza, irá promover o primeiro Arraiá do Bigode, festa junina regada às mais variadas comidas típicas do período. O sanfoneiro Bené e seu conjunto animarão a noitada que será especialmente dedicada ao centenário de Luiz Gonzaga.

A iniciativa é do Grupo Gestor da Confraria. Meu amigo Eliezer Rodrigues, animado com o evento, promete a apresentação de um clipe-documentário sobre a obra do nosso inesquecível “Rei do Baião”.

Para eternizar o momento, os interessados podem adquirir camisas - por sinal de muito bom gosto - alusivas ao homenageado da noite por apenas R$ 15,00. A festa ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 28 de junho, Vale a pena conferir.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A pioneira Aracy Cortes. A Rainha do Teatro de Revista.

O vídeo apresenta uma comovente apresentação da lendária Aracy Cortes (1904- 1985), uma das pioneiras da Música Popular Brasileira e um dos maiores nomes do teatro de revista do Brasil. A “Rainha do Teatro de Revista” participava de um show bibliográfico apresentado pela também atriz e cantora Marília Barbosa, na Sala Sidnei Miller da Funarte, nos anos 80. Seria uma das suas últimas aparições públicas. Aracy faleceria pouco tempo depois, em 1985, aos 80 anos.

Comento:

"Dizem todos: / Tem uma graça feiticeira, / Só porque aqui nasci / Nesta terra brasileira / Com meu cheiro de canela / Minha cor de sapoti, / Dizem todos: / Lá vem ela! / O demônio da Araci"

O samba Graça de Araci, de Ary Barroso, composto em 1929, bem retratava a polêmica cantora, que, para muitos, é considerada a primeira grande cantora popular do Brasil. Dona de uma personalidade forte e comportamento bastante avançado para a época, Zilda de Carvalho Espíndola, a Aracy Cortes, teve uma vida marcada por pioneirismo e desafios aos costumes vigentes. Começou a se destacar na vida artística na década de 20, tempo em que poucas mulheres conseguiam espaço em um ambiente musical amplamente dominado por vozes masculinas. Ainda na primeira metade da década de 1920, desafiou a sociedade preconceituosa do início do século posando praticamente nua, protegida apenas pelo violão (foto do início do post). Em 1933 foi à primeira estrela de revista nacional a excursionar à Europa, a convite do empresário Jardel Jércolis. 

Tantas conquistas, ousadias e polêmicas, aliadas a um grande talento levaram o nome de Aracy Cortes a estar presente em qualquer publicação que discorra sobre a história da música brasileira. No vídeo abaixo, além de “Morena Faceira”, de Custódio Mesquita, música que ela gravou pela primeira vez em 1932, a artista canta, em dueto com a ótima Marília Barbosa, um dos seus maiores sucessos, “Linda Flor”, de Henrique Vongeler, Luís Peixoto e Marques Porto, grande sucesso de 1929 que se tornou um dos maiores clássicos da MPB.



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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Lolita Rodigues a primeira cantora da televisão. Hino da Televisão.



Curiosidades da Música. 

Senhoras e Senhores, boa noite. A PRF-3-TV, Emissora Associada de São Paulo, orgulhosamente apresenta neste momento o primeiro programa de televisão da América latina”.
 
Com essas palavras a atriz Iara Lins anunciava, fruto do empreendedorismo de Assis Chateaubriand, o início da era da televisão no Brasil, com o Programa “TV na Taba”, dirigido por Demirval Costa Lima e Cassiano Gabus Mendes, uma verdadeira mixórdia de atrações como: música, dramaturgia, humor e dança. O evento histórico aconteceu às 22 horas do dia 18 de setembro de 1950.

Dentre os vários números do programa, apresentado por Homero Silva, um viria a ser a primeira apresentação de uma cantora na televisão brasileira. A honra caberia à cantora Hebe Camargo, que não pode participar - alguns dizem que devido a um resfriado, outros que devido a um compromisso já assumido anteriormente. Coube, então, a Lolita Rodrigues (foto)  apresentar o número pioneiro: O “Hino da Televisão” composto por Marcelo Tupinambá e Guilherme de Almeida. 

A obra é pouco conhecida. Sua letra utilizou argumentos exigidos por Chateaubriand que solicitou menção ao índio, símbolo da TV recém criada, à televisão em cores que ele já antevia e à bandeira de São Paulo. 

Como todo hino, o da televisão também ficou rebuscado e formal o que até hoje é motivo de risos para alguns representantes daquele momento histórico, até mesmo da sua primeira intérprete. Confira a peça na voz da própria Lolita.



Letra.

Hino da Televisão
(Marcelo Tupinambá e Guilherme de Almeida)

Vingou como tudo vinga
no teu chão, Piratininga
A cruz que Anchieta plantou!
Pois, dir-se-á que ela hoje acena
Por uma altíssima antena
Em que o Cruzeiro pousou.
E te dá, num amuleto,
O vermelho, branco e preto
Das contas do teu colar.

E te mostra num espelho,
O preto, branco e vermelho,
Das penas do teu tocar.


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sábado, 8 de outubro de 2011

A edição de outubro da Revista Singular.

Saiu mais uma edição da Revista Singular. Seu editor, o jornalista Eliezer Rodrigues, feliz da vida, reuniu amigos e colaboradores para a tradicional degustação. Como sempre, a publicação superou as expectativas dos leitores.

Recheadas de matérias interessantes e livre de apelos consumistas, a revista já resiste há dez anos, período em que se tornou bastante respeitada no meio cultural cearense.Nesta edição, novamente tive o prazer de participar, como colaborador, em um artigo sobre um fato curioso ocorrido em um encontro de Noel Rosa com o pintor brasileiro Di Cavalcanti. 

A revista também está disponível em meio digital. Para acessá-la entre no blog da Singular (aqui).
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domingo, 5 de junho de 2011

A qualidade da obra de Heckel Tavares,

Para quem não conhece a obra de Heckel Tavares, disponibilizo quatro músicas do compositor alagoano: Suçuarana, Guacyra, Azulão e Leilão. Para saber mais sobre o autor de Penas do Tiê entre aqui.

Suçuarana

Guacyra

Azulão

Leilão
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Revista Singular. Mais uma edição é lançada.

Sábado passado, em um agradável clima de chorinho e feijoada, o jornalista Eliezer Rodrigues lançou mais uma edição da sua prestigiada Revista Singular. O evento ocorreu no agradável e revitalizado Passeio Público, no  centro histórico de Fortaleza.

Estiveram presentes vários colaboradores do veículo, dentre eles: Cibele Marinho, Suelen Valentim, Angela Marinho, Pepo Melo, Maurição, Sérgio Fujihara, Ana Miranda e, ainda, meus velhos amigos Fernando Montenegro e Ana Guilhermina, que lá passaram para prestigiar o evento.

Tive o prazer de participar, desta que já é a trigésima edição, com mais um artigo sobre curiosidades da nossa Música Popular Brasileira. O tema é uma interessante passagem sobre a gênese do Samba “É luxo só”, que envolveu o compositores Jaime Ovalle e Ary Barroso , o escritor Fernando Sabino e a cantora Elizete Cardoso”. Afinal, samba tem que ter Telecoteco.

Agora você pode ler todas as matérias diretamente na versão eletrônica da revista disponibilizada do Blog do jornalista. O conteúdo, como sempre, está muito bom. Clique aqui para conferir.
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domingo, 6 de março de 2011

A volta da Revista Singular.

Quem está feliz da vida é o meu amigo jornalista Eliézer Rodrigues. Ele lançou, no último sábado, dia 26 de março, no Flórida Bar, mais uma edição impressa da sua prestigiada “Revista Singular”. O evento contou com a participação de amigos, jornalistas, intelectuais e formadores de opinião. Nesta edição, a revista inovou mais uma vez: agora também é possível acessar as matérias  na versão eletrônica.

Eliézer merece toda a admiração do meio cultural cearense. Sua obstinação em manter um veículo de qualidade, mesmo com toda dificuldade de patrocínio, é digna de louvor. Desta vez, tive a honra de colaborar com o um artigo sobre a história do Carnaval e das velhas marchinhas. Quem quiser conferir a versão digital ou identificar canais de contato, basta acessar o link http://singularevista.blogspot.com.
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domingo, 19 de dezembro de 2010

1941. A temporada de Dorival Caymmi em Fortaleza.

O baiano Dorival Caymmi, um dos maiores ícones da música brasileira, chegou a fazer um curta-metragem em Fortaleza, a bela capital do ceará. O cenário do filme foi famosa a praia do Mucuripe, uma das referências turísticas do Ceará, naquele tempo, uma aprazível comunidade de pescadores, sem os monstruosos prédios que a transformou em um imenso paredão de tijolos que escondem seus encantos naturais.

Caymmi, em 1941, passou uma temporada de aproximadamente dois meses em Fortaleza para atuar como um autêntico pescador cearense em um documentário. A produção denominada “A jangada” foi patrocinada pelo DIP, o polêmico Departamento de Imprensa e Propaganda do Governo Getúlio Vargas, que estava patrocinando documentários sobre as praias brasileiras. O filme tinha como argumento uma música do baiano chamada “A Jangada Voltou Só”.

Rui Santos era o cinegrafista do filme. O roteiro de Henrique Pongetti, o mesmo do espetáculo Joujoux e balagandãs, falava das tragédias do pescador nordestino, que, em suas jangadas de piúba, se arriscavam a acidentes no mar na busca pela sobrevivência.
A história está amplamente relatada no livro “O mar e o tempo”, escrito por Stela Caymmi, neta do compositor baiano.

Quem também registrou o fato foi o falecido jornalista cearense Branchard Girão, em seu delicioso livro “Mucuripe. De Pinzon ao padre Nilson”. Com base em depoimento de Bethsaida, conhecida com Dona Záida, uma professora, filha de um jangadeiro da comunidade, que contracenou como esposa do pescador no filme. Branchard dedica cinco páginas sobre o assunto, inclusive sua tentativa, infelizmente inútil, em localizar o filme, com a ajuda do pesquisador Nirez. O documentário, de acordo com Girão, ao que parece, foi definitivamente perdido ou destruído – não se sabe... Entretanto, resta um consolo: na biografia de Caymmi, escrito por Stela Caymmi, na página 196, é disponibilizada uma única foto das filmagens do documentário (foto do início deste post). 

Sobre o filme, Dona Záida deu o seguinte depoimento: “Dorival veio em companhia da sua esposa Stela Maria. Corria o ano de 1941 e eu concluíra havia pouco o curso de professora na Escola Normal Justiniano de Serpa. Na época, na força dos meus 19 para vinte anos, resumia o tipo ideal de uma praiana – morena, longos cabelos negros, sem ser ignorante, mas não tão sabida...Caymmi e o diretor do filme estiveram no Mucuripe à procura de uma moça para contracenar com ele no filme ‘ A Jangada Voltou Só’. Surgiram várias candidatas, mas quando eles me viram acharam que era aquilo mesmo que desejavam. Por causa do meu tipo praiano”.

De acordo com a protagonista, o filme tinha pouquíssimos diálogos, focava Caymmi cantando “A Jangada Voltou Só” em um belo cenário natural repleto de dunas e cajueiros da então pouco explorada praia cearense. O filme se iniciava em frente a uma das muitas choupanas de pescador, habitantes, à época, majoritários do bucólico local. Dali o casal de mãos dadas, corria para a jangada deslizando sobre rolos até alcançar o mar.

Záida conta que Caymmi achava que devia ter um beijo na despedida do pescador, idéia contestada de imediato pela nativa: “não, Caymmi, pescador não costuma beijar a mulher na despedida. Isto ficaria fora da realidade”. Embora o argumento fosse verdadeiro, o motivo real da recusa era que Záida estava prestes a se casar e ficaria constrangedor para o noivo ver a cena. Curiosamente, a improvisada atriz nunca teve uma oportunidade de ver o seu filme.

A esperança é que , quem sabe, um dia, a película seja recuperada. 

Ouça a música tema do filme.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Histórias do Bar Vilariño.

O Bar  Vilarinõ, localizado no Rio de Janeiro, foi, na década de cinquenta e sessenta, ponto de encontro e testemunha de histórias inesquecíveis envolvendo grandes nomes da cultura brasileira.

Lá, Tom Jobim e Vinicius de Morais, em 1956, conversaram muito sobre o projeto de montagem da peça Orfeu da Conceição, que viria a se transformar em um marco para a música brasileira.

No local, um impaciente Newton Mendonça, o talentoso e injustamente esquecido parceiro de Tom Jobim, foi dar um ultimato ao companheiro de “Desafinado”: terminar um projeto há muito pendente. Tratava-se da  da música “Samba de uma nota só” que os dois vinham compondo há tempos. Na verdade, Jobim não acreditava muito no que ele chamava de “sambinha” e por isso vinha adiando a conclusão da música (veja mais histórias de Newton Mendonça aqui e aqui).

Quem perpetuou a memória de muitos casos acontecidos no bar, alguns hilários outros surpreendentes, foi o falecido jornalista e compositor Fernando Lobo, pai de Edu Lobo.

Um boêmio incorrigível, Fernando Lobo era assíduo freqüentador do bar e registrou suas lembranças do local no livro “À mesa do Vilariño”, uma comovente viagem às suas reminiscências. No livro, escrito no início da década de noventa, Fernando se inspirou em uma velha foto tirada na mesa do bar para construir, nas palavras de Guilherme Figueiredo, “Um vernissage retrospectivo, uma hora da saudade. E uma afirmação de vida”.

Na foto, dentre outros, aparecem Di Cavalcanti, o pintor cearense Antônio Bandeira, Dolores Duran, Elizeth Cardoso e o grande compositor Evaldo Rui. Faltaram, neste dia, outros frequentadores assíduos como: Lúcio Rangel, Ari Barroso, Antônio Maria, Sérgio Porto e Lígia Clark. Eventualmente a mesa acomodava também Paulo Mendes Campos e Manuel Bandeira que certa vez levou Pablo Neruda.

Numa mesa de peso como aquela, só poderia dar em histórias memoráveis. Disso se valeu Fernando Lobo para escrever um livro daqueles que lamentamos quanto termina. Ele conta que, certa vez, Avila, um dos freqüentadores mais assíduos, resolveu assinar na parede um desenho de sua autoria. Posteriormente o pintor Antônio Bandeira deu a idéia de cada um deixar declarações e traços de sua presença.

Com o tempo, a iniciativa ganhou seguidores. De forma improvisada, o pintor cearense deixou seus desenhos, Panceti desenhou, com o batom de uma amiga, uma marinha, e com o batom de Dolores Duran, belos barcos vermelhos, Di Cavalcanti também deixou sua marca, Paulo Mendes escreveu versos, Vinicius idem, até um sisudo Pablo Neruda cedeu ao costume na sua única visita ao bar.

Na Parede, Ary Barroso escreveu acordes de Aquarela do Brasil. A brincadeira cultural ganhou mais adeptos: Dolores Duran, Lígia Clark, Lúcio Rangel, Manuel Bandeira e muitos outros famosos, deixaram seus registros na parede privilegiada. As obras eram realizadas com o que se tinha à mão, como: batons, ketchup e mostarda. Neste ambiente de improviso, até palitos de dente, muitas vezes, foram usados como pincel.

Para desespero dos frequentadores, o proprietário, parece não ter gostado daquele improviso cultural na sua parede e, sem avisar a ninguém, numa véspera de Natal, mandou pintar toda aquela “sujeira”, dando fim ao afresco improvisado que hoje seria um patrimônio de valor inestimável para a cultura brasileira.

O ato desastrado do proprietário do bar parecia ser um prenúncio do fim do animado grupo. Fernando Lobo, que teve uma vida longa, relatou com certa melancolia, mas sem ceder à pieguice, o destino de cada um do grupo. Alguns, a exemplo de Antonio Maria, Antônio Bandeira e Dolores Duran, morreram cedo, outros se afastaram devido às atividades profissionais e as mudanças dos costumes do centro do Rio.

Alguns anos depois do atentado contra o painel dos famosos, o novo proprietário, Antonio Vasquez Alvares, um antigo garçom do estabelecimento, tentou recuperar o afresco escondido nas diversas pinturas, mas foi em vão. Estava perdida para sempre uma preciosidade da cultura. Restaram, entretanto, algumas fotos como a exposta  no  fim deste post. Parte do painel pode ser visto atrás de Vinicius de Moraes. Na mesa, estão: Lúcio Rangel à esquerda do poetinha; à direita, o pequeno Pedro, filho de Vinicius; em pé à direita, o poeta Paulo Mendes Campos; e logo a frente de Mendes Campos, o autor do livro, Fernando Lobo.



fontes:
Câmara, Marcelo; Guimarães, Rogério; e Mello, Jorge. Caminhos Cruzados: a Vida e a Música de Newton Mendonça. Ed. Mauad - 1ª ed. 2001 - 156 pág.
Lobo, Fernando. À mesa do Vilariño, Editora Record, 1991, 204 pág.
Oliveira, Luiz Roberto. O Villarino, Onde tudo começou, http://www.jobim.com.br/habitat/vilarino/vilarino1.html.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A história do Hino da Proclamação da República do Brasil.

O Hino da proclamação da República do Brasil foi composto, inicialmente, para ser o Hino do Brasil, no período imediatamente posterior a Proclamação da República. Os republicanos desejavam criar os novos símbolos do novo regime e para isso, em 1890, lançaram um concurso para escolha do novo Hino Oficial do Brasil. O concurso foi realizado no Teatro Lírico, do Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1890.

O hino vencedor, com letra de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque (1867 - 1934), um professor, jornalista, escritor e político entusiasta do ideal republicano (foto à esquerda). A letra é composta de vocabulário rebuscado, fruto, talvez, da formação intelectual de Medeiros e Albuquerque. O autor da letra do hino foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras ocupando a cadeira 22, cujo patrono era José Bonifácio.
 
A música coube a Leopoldo Américo Miguez (1850 - 1902) , um respeitado músico com formação erudita que foi diretor e professor do Instituto Nacional de Música (foto à direita).

A peça terminou não sendo utilizado como Hino Nacional por decisão do Marechal Deodoro da Fonseca. Por meio de Decreto, em janeiro de 1890, o novo governo brasileiro determinou que a composição fosse utilizada como Hino de Proclamação da República.

Comento: Lembro que na década de setenta o Hino da República era cantado nas escolas e colégios do país. Atualmente o Hino não é um dos mais conhecidos, entretanto, em 1989, trechos da sua letra ufanista, terminaram dando em samba. O verso “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós” foi popularizado pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense, em um samba enredo para a comemoração do centenário da república. O refrão, com algumas adaptações, foi fundamental para transformar o samba enredo, de autoria de Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho e Jurandir, em um dos mais conhecidos e populares da história dos desfiles das escolas de samba, levando a Imperatriz ao título de campeã do carnaval de 1989.


Letra do Hino
Hino da Proclamação da República do Brasil (Medeiros e Albuquerque Leopoldo Miguez. Publicada no Diário Oficial de 21 de Janeiro de 1890.

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
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domingo, 31 de outubro de 2010

Women In Art .

Sem palavras… Os quadros vão de Leonardo da Vinci até Pablo Picasso. Até o momento, o vídeo já está com quase 11 milhões de acessos.

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domingo, 24 de outubro de 2010

Site Disponibiliza Biblioteca Particular de Fernando Pessoa.

Os admiradores do poeta Fernando Pessoa agora têm a sua disposição, no site Casa Fernando Pessoa, a quase totalidade do acervo da Biblioteca Particular do grande poeta português. As obras estão disponíveis em PDF e se configuram em um interessante objeto de estudo.

De acordo como o sítio, “são milhares de páginas impressas, muitas das quais contêm anotações, comentários, traduções e outros diversos tipos de textos em prosa e em verso, para além de desenhos, horóscopos e exercícios caligráficos”.

A biblioteca do poeta é composta por mais de 1300 títulos, mais da metade deles em língua inglesa, pode ser acessada em: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2233.
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domingo, 17 de outubro de 2010

Farol do Mucuripe. José Pires de Sabóia Filho,

Este soneto foi extraído do livro “Mucuripe- de Pizon ao Padre Nilson, do jornalista Branchard Girão. A autoria é do jornalista e jurista cearense José Pires de Sabóia Filho.

Trata-se de uma bela homenagem ao velho Farol do Mucuripe, ponto turístico de Fortaleza- Ceará, construído em estilo barroco, entre os anos de 1840 a 1846 , por escravos.

O monumento é uma das mais antigas contruções da cidade de Fortaleza, foi desativado em 1957. Em 1982, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e transformado no Museu do Jangadeiro. Hoje, infelizmente,  é utilizado apenas como local de visitação.

O soneto foi publicado pela primeira vez, na extinta revista “O Cruzeiro”.

“Farol do Mucuripe”

Numa torre de pedra, ao lado do oceano,
Como pingo de luz queimando a noite fria,
O farol a brilhar é grito sobre-humano
De alarma e de esperança aos veleiros sem guia.

Atento olhar da terra observando o mar,
Que expressão de temor em sua luz existe!
Quem o vir da terra há-de um astral julgar,
Mas visto do alto mar imita um círio triste.

Quando todo rumor das ondas silencia
E o negrume sem fim envolve céus e mar,
Parece que o farol em solidão vigia
As dores dos que estão na água a penar...

Farol! Aflita luz de esperança repleta
Que, em Mucuripe, ao pé das ondas bruxuleia,
Estais sempre a lembrar-me um solitário poeta
Que, de longe, acompanha a desventura alheia.
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domingo, 5 de setembro de 2010

Revista O Cruzeiro. O acervo digitalizado.

Aos entusiastas de iniciativas voltadas para a preservação histórica, indico um site digno de registro: O acervo digitalizado da famosa revista “O Cruzeiro” que reinou soberana pelos anos 20 até meados dos anos setenta. O material está disponível no site Memória Viva, especializado em biografias de pessoas famosas da recente História do Brasil, que desde o dia 4 de outubro de 2003, passou a disponibilizar da edição on line da revista que fez história no jornalismo brasileiro.

De acordo com o editorial do site: “Não são reproduções de páginas de O Cruzeiro. É uma versão on line mesmo. Com atualização semanal, o internauta poderá ver a capa da revista, entrar no sumário, escolher a matéria, ler na íntegra, ver as fotos tratadas... do mesmo jeito que se vê no site de uma revista atual”. Lá, será possível se encantar com a primeira edição, de 1928, e a última, de 1975. Também estão disponíveis as dez primeiras capas e outras curiosidades.

Com certeza, uma ótima oportunidade de se deliciar com as matérias históricas da revista que mais tempo se manteve em circulação na história da imprensa brasileira: Oportunidade de ler ou rever reportagens da dupla David Nasser e Jean Manzon, as crônicas de Raquel de Queiroz e as impagáveis charges do “Amigo da Onça”, um dos mais famosos personagens do humor brasileiro, fruto da criatividade do cartunista pernambucano Péricles. 

A revista O Cruzeiro foi fundada por Carlos Malheiro Dias, sua primeira edição foi publicada em 10 de novembro de 1928 pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand. A publicação desapareceu em julho de 1975, vítima da falta de gestão e da concorrência de revistas mais profissionalizadas como Manchete e Fatos e Fotos.

Veja algumas curiosidades sobre a revista publicadas no Memória Viva.

• A primeira edição de Cruzeiro é de 10 de novembro de 1928.
• A primeira personalidade a aparecer em uma capa foi o Rei Alberto da Bélgica, no número 2, e a primeira capa utilizando uma foto mostrava Santos Dumont (número 5).
• Ininterruptamente, a revista foi editada de 1943 a 1975.
• Grandes nomes fizeram história em O Cruzeiro. Dentre eles, Millôr Fernandes, Péricles de Andrade Maranhão (criador de O amigo da onça) e Rachel de Queiroz.
• Geralmente as capas traziam modelos, atrizes e mulheres bonitas. Eram raras as capas políticas. Getúlio Vargas, JK, João Goulart e Jânio Quadros estão entre essas raridades.
• A revista tem recordes ainda não quebrados como edições com mais de 750 mil exemplares (até hoje, proporcionalmente, a maior) e sua longevidade, 47 anos.
• A última edição de O Cruzeiro é de julho de 1975, com Pelé na capa, então jogador do Cosmos, vestido de Tio Sam.



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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Charles Gavin - A história da música brasileira em 300 discos.

Produzido pelo músico Charles Gavin, baterista dos Titãs, o livro 300 Discos Importantes da Música Brasileira, patrocinado pela Petrobras, pode ser considerado um guia de consulta obrigatório para pesquisadores, DJs e amantes da música em geral. Com resenhas dos jornalistas Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve, o projeto foi concebido com o objetivo de promover o resgate e a preservação da memória musical do país no campo popular.

Em vídeo da série Petrobras de Perto, Gavin fala sobre o trabalho, que teve parte da renda revertida para o Instituto Sou da Paz.

Numa era em que o culto do imediato, novo e superficial é a tônica, projetos culturais que busquem recuperar, promover, divulgar, apresentar, resgatar a memória da cultura brasileira ganham importância fundamental”, ressalta o músico. Assista!

Do Blog Fatos e Dados da Petrobras.

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terça-feira, 29 de junho de 2010

FRACTAIS SERTANEJOS. Trecho do Filme.

Trecho do filme FRACTAIS SERTANEJOS, que passa na próxima quarta-feira, 30 de junho, às 19h30 no CINE SÃO LUIZ. A apresentação faz parte da programação do 20.ª edição do Cine Ceará. O filme tem a direção do cineasta cearense Heraldo Cavalcanti.

Fractais Sertanejos from Heraldo Cavalcanti on Vimeo.

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sábado, 26 de junho de 2010

FRACTAIS SERTANEJOS no Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema.

Recebi o convite do meu amigo, o cineasta Heraldo Cavalcanti, para assistir o filme, FRACTAIS SERTANEJOS, que ocorrerá dia 30 de junho, esta quarta-feira, às 19h30 no CINE SÃO LUIZ. A apresentação do documentário faz parte da programação do 20ª edição do Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema.

O filme narra a história de João Batista dos Santos, o JANJÃO, um pedreiro, que após um coma, acorda resolvido a se tornar artista e que esculpe obras que ele chama de TUDOENADA, obras que lembram os FRACTAIS estudados na matemática e física do caos.

A produção é cearense, com verba concedida através do Edital Ceará de Cinema e Vídeo. Entre os vários prêmios que o filme já ganhou, destacam-se: escolha como um dos dez melhores filmes do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, além de conquistar o Prêmio CTAV e o Troféu Luiz Orlando Silva no mesmo festival, prêmio de Melhor Filme Documentário no 16º Vitória Cine Vídeo, além da concessão do Prêmio Jangada, concedido pela OCIC-SIGNIS Brasil.

FICHA TÉCNICA:
Roteiro: Heraldo Cavalcanti
Direção de Produção: Moisés Magalhães
Direção de Fotografia: Alex Meira
Direção de arte: Heraldo Cavalcanti
Montagem/Edição: Heraldo Cavalcanti e Magno Guimarães
Som : Yures Viana
Empresa Produtora: Anitra Cinema e Vídeo
PRÊMIOS:
20º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo:
-10 Melhores pelo público
-Prêmio Ctav
-Troféu Luiz Orlando da Silva
-1º Curta Carajás: Menção Honrosa
8º Santa Maria Vídeo e Cinema:
-Menção Honrosa
11ª Mostra Londrina de Cinema:
-Troféu Udihara de Melhor Filme segundo o Júri Popular
16° Vitória Cine Vídeo:
-Melhor Filme Documentário
-Prêmio Jangada (OCIC-Signis Brasil)
1º Festival de Curtas-Metragens de São Simão:
-Troféu Marcelo Grassmann – Melhor Documentário Película.
-Troféu Marcelo Grassmann – Prêmio especial do Júri popular
CONTATO:
anitra@anitra.com.br
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sábado, 24 de abril de 2010

No tom da Canção Cearense – Um livro sobre a música cearense.

Há alguns meses me encontrei com o historiador, músico e compositor Wagner Castro. Sabia que ele havia escrito um livro sobre a música do Ceará, demonstrei meu interesse pelo assunto e recebi um exemplar autografado. Por um desses lapsos imperdoáveis, esqueci o livro no taxi que me transportara para casa. O pior, o motorista não se dignou a devolvê-lo.

Passado algum tempo, consegui outro exemplar, desta vez, cedido pelo meu amigo Fernando Montenegro, que sabedor do meu interesse pelo assunto, comprou outro livro, em um restaurante frequentado pelo escritor.

Valeu a pena. O livro "No Tom da Canção Cearense: do rádio e tv, dos lares e bares na era dos festivais (1963-1979)" é uma delícia. Wagner faz uma criteriosa e desafiadora pesquisa sobre a Música Popular Cearense. A obra é fruto da tese de mestrado do historiador e veio para preencher uma lacuna sobre o assunto. Com certeza, o livro já se tornou uma referência no acervo dos amantes da história da música cearense.

Para resgatar a memória de um rico período da chamada Música Popular Cearense, marcada, principalmente, pelos festivais e programas de auditórios locais, Wagner viaja pela fase do rádio e a transição para a televisão, sempre observando as condições sociais dos músicos e os ambientes onde surgiram as criações como: bares, universidades, conservatórios e demais cenários dos acontecimentos.

O escritor também se valeu, fortemente, do recurso de entrevistas com protagonistas importantes da música cearense no período, foram dezenas delas : Fagner, Belchior, Ednardo, Aderbal Freire , Augusto Pontes, dentre outros, que deram seus depoimentos e fizeram análises pessoais de um instigante período histórico da música cearense.

Para quem gosta de música é uma excelente pedida. A obra, pela profundidade da investigação do autor, se torna uma importante fonte de consulta para pesquisadores e é também fundamental para o entendimento de como foi forjada a base do movimento musical denominado Pessoal do Ceará, que revelou grandes artistas cearenses como: Fagner, Belchior, Ednardo, dentre outros.


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sábado, 20 de março de 2010

180 anos de nascimento de Antônio Conselheiro. O ABC do Conselheiro.



O ABC do Conselheiro

(Audifax Rios)

Antonio Mendes Maciel,
Dito Santo Conselheiro,
É de Quixeramobim,
Varão de um clã guerreiro,
Foi sábio e bom professor,
Cristão pacato e ordeiro;
Caso pessoal o levou
A longínquos paradeiros.

[...] Conselheiro foi o nome
Com que o povo batizou
Aquele homem simplório
(Na santa pia do amor
Da fé e fraternidade
Na alegria e na dor)
Que pregava a crença em Deus;
Lealdade ao Imperador. [...]

[...] Zumbido de bala e raio,
As águas tudo calou.
De Canudos nada resta.
Só a história ficou.
(Triste e negra como a peste
Que esta guerra provocou).
E o símbolo Conselheiro
Que veio, foi e ficou.


No dia 13 de março de 2010, foi comemorado os 180 anos de nascimento de Antônio Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, cearense de Quixeramobim fundador da comunidade de Belo Monte em Canudos,na região do Raso da Catarina, Sertão da Bahia.

Passados cento e doze anos do massacre de Canudos, imortalizado no livro “Os Sertões” de Euclydes da Cunha, o nome de Antônio Conselheiro até hoje permanece como uma lenda no imaginário popular. Sua saga é contada em dezenas de livros e é tema recorrente dos autores de literatura de cordel.

Em comemoração ao nascimento do fundador de Canudos, foram realizados vários eventos, em Quixeramobim, cidade natal do beato, localizada no sertão central do Ceará e em Fortaleza, capital do Ceará. Ainda em homenagem à data, a Assembléia Legislativa do Estado do Ceará inaugurou, no último dia 13, a exposição “Decálogo do Santo Guerreiro”, de Audifax Rios, que conta a trajetória do homem mítico e idealizador do Arraial de Canudos.

Em entrevista ao Jornal O Povo, O poeta e artista plástico, Audifax Rios afirma: “Antônio Conselheiro não era nem o desinformado - o burrão que a direita sempre pintou, nem o marxista revolucionário descrito pela esquerda". E continua o autor do Cordel apresentado no início deste post: “Antônio Conselheiro era um guerreiro obrigado, já que a guerra o procurou, e era considerado um santo por seus seguidores, que inclusive o chamavam assim”.

Construído, em 1893, o arraial de Canudos chegou a reunir 25 mil moradores, a maioria, sertanejos descontentes com a exploração nos latifundiários, que encontraram no beato um líder espiritual e carismático.
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