segunda-feira, 18 de maio de 2009

Hino Oficial do Estado do Ceará - Vídeo

Hino Oficial do Estado do Ceará , letra de Thomaz Lopes e música de Alberto Nepomuceno. Este Hino foi executado em público pela primeira vez no dia 31 de julho de 1903, no palacete da Assembléia Legislativa (hoje Museu do Ceará), por oitenta alunas da Escola Normal, com acompanhamento da Orquestra do Batalhão de Segurança e sob a direção do maestro Zacarias Gondim. A apresentação fazia parte das comemorações do terceiro centenário da chegada dos portugueses ao Ceará.

Thomaz Lopes

Filho de João Lopez e Maria Amélia (Menininha) de Sousa, Thomaz Lopez nasceu dia 16 de novembro de 1879, em Fortaleza - Ceará.Estudou as Humanidades no Partenon Cearense e no Liceu do Ceará. No Rio de Janeiro, para onde se transferiu em 1896, estudou na Faculdade de Direito, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais.Serviu como Diplomata em Madri e, posteriormente na Suíça, onde veio a falecer dia 10 de julho de 1913.Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!

Alberto Nepomuceno
Nascido em 6 de julho de 1864, em Fortaleza - Ceará, Alberto Nepomuceno tornou-se o primeiro compositor e regente brasileiro de intenção nacionalista. Passou a infância no Recife - Pernambuco, onde aprendeu música com o pai, o maestro Victor Augusto Nepomuceno. Em 1884, Alberto mudou-se para o Rio de Janeiro, logo após a morte do pai. A partir de 1897, sua produção musical aproximou-se mais da temática e de soluções rítmicas brasileiras. Retornou à Europa e, em 1902, já de volta ao Brasil, foi nomeado diretor do Instituto Nacional de Música, cargo que ocupou até 1916. Alberto Nepomuceno morreu em 16 de outubro de 1920, no Rio de Janeiro.

Fonte: Sítio do colégio Estadual São José da Cidade de Granja (aqui)


Letra:
erra do sol, do amor, terra da luz!
Soa o clarim que a tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz!
Nome que brilha - esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Chuvas de pratas rolem das estrelas...
E despertando, deslumbrada ao vê-las,
Ressoe a voz dos ninhos...
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos.

Seja o teu verbo a voz do coração,
- Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
Ruja teu peito em luta contra a morte,
Acordando a amplidão,
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia!

Tua jangada afoita enfune o pano!
Vento feliz conduza a vela ousada!
Que importa que o teu barco seja um nada.
Na vastidão do oceano,
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros?

Sim, nós te amamos, em aventuras de mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em meses, nos estios
E bosques, pelas águas!
Selvas e rios, serras florestas
Brotem do solo em rumorosas festas!

Abra-se ao vento o teu pendão natal!
Sobre as revoltas águas dos teus mares!
E desfraldando diga aos céus e aos mares
A vitória imortal!
Que foi de sangue, em guerras leais e francas
E foi na paz, da cor das hóstias brancas.
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